quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Morte ©



Alguém a imaginou vestida de negro com uma capa apodrecida em farrapos, empoeirada, descarnada e carregando uma gadanha de cabo comprido de madeira velha. A figura é simpática, apelativa, reconfortante e fica-nos no olho. Será que alguém se deu ao trabalho de a registar como marca? Estará disponível para franchising?

A imagem da Morte tão antiga, nunca foi tão moderna, se não vejamos, numa primeira análise estamos perante uma figura que sofre nitidamente de anorexia o que indicia distúrbios psicológicos. Estes são padrões de comportamento bastante comuns na juventude actual, se acrescentarmos ainda o trajar de negro e o envergar de vestimentas em farrapos, estamos praticamente a descrever o indígena médio de qualquer bar ou discoteca em noite de sexta-feira com DJ convidado.

Resta-nos o pormenor da gadanha, elemento acessório completamente desnecessário e nitidamente colocado apenas como enfeite da figura, detalhe anacrónico para um choque visual, assim como um piercing bem aplicado numa narina, na sobrancelha ou nalgum outro lugar mais exótico.

Isto não quer dizer que a Morte se tenha banalizado, ou tranformado num ícone de popularidade, continua a ser incompreendida e rejeitada por grande parte da população, acentuando-se a sua recusa com o avançar da idade. Sinal de senilidade ou sabedoria? Aqueles que o descobriram, levaram a resposta para o túmulo.

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Blue Oyster Cult-Don´t Fear The Reaper

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