sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Privilégio do Disparate - Quinto elemento para a compreensão da vida, do amor e do preencher do anexo H do IRS


A vida e o seu significado são objecto de estudo e formulação de teorias desde que o homem, descobriu que o excesso capilar não agradava a todas as mulheres e se pôs a disfarçar o cheiro de bedum o que provocou o inicio do aumento demográfico e a consequente migração de patos para o sul no inverno, também porque faz frio no inverno e os patos não são tão parvos quanto querem fazer parecer com aquele andar torpe e grasnar irritante, eu por exemplo não gosto muito de pato, só em arroz e tem que ser o pato desfeito sem ossos e um ovinho por cima coradinho no forno.

Mas se já falei no significado da vida o que dizer do amor? Eu pouco sei sobre isso, mas aparentemente muita gente sabe e seria falta de respeito pôr-me aqui a brincar com o assunto quando ele importa a tantos e tantos podem falar mais e melhor sobre ele do que eu, por isso vou antes falar de outra coisa, mas que outra coisa? O que é que poderá ser mais importante que o amor? Ora uma vez que não posso voltar a falar de patos, porque ai estaria a relacionar o amor com o sentido da vida e sabendo da minha paixão por bichos e da sua capacidade de simular em modelo reduzido e à escala isotrópica os comportamentos dos homens, poderia falar de moluscos, que aprecio particularmente, pelo gosto simples e até pelos seus nomes patuscos, se não vejamos, temos os burriés que sabem a mar e são assim a modos que caracóis de agua sem cornos, mas que do ponto de vista da piada, têm montes de possibilidades e os mexilhões, esses mexilhões sempre uns incompreendidos eu por exemplo, dava um bom mexilhão e por mais nada além de ter umas manápulas grandes e dedos ágeis e depois o que dizer ainda do lingueirão, assim comprido e sempre a deitar a língua de fora o que bem explorado poderia dar outro significado ao amor e cá voltei sem querer ao assunto e pronto vamos lá falar de amor já que não posso mesmo falar mais de patos.

O amor é… penso que até já falei sobre isso. Mas temos o amor carnal e o amor fraterno, o amor clubista que na maior parte dos casos é colorido e riscado, eu até acho interessante um amor ser colorido, que isso de platonismo é coisa de bichóla, eu sei que a palavra não existe mas é bichóla mesmo, peço desculpa aos leitores mais conservadores, mas eu digo o que penso das coisas, sem rodeios e depois temos o amor politico e não estou a falar do amor da Manela ao Zézinho que eu sei que quem desdenha quer comprar e da história da farinha ser do mesmo saco , mas do amor a uma causa, a um ideal e temos o amor a determinado personagem real ou imaginado, eu cá gosto do Snoopy e do Garfield, que é um gato gordo que ama lasanha e dias de segunda feira passados em modo preguiça e a preguiça é tão bom e é um outro bicho também incompreendido, mas amoroso e isso se calhar é a verdadeira definição do amor, quando dizemos que isto ou aquilo é amoroso ou seja identificamos claramente o objecto amado, mas o curioso é que normalmente quando dizemos que algo é amoroso existe uma noção de redução a algo que não é nada mais do que amoroso, sem qualidade adicional ou pior como desculpa, cheira mal mas é amoroso, morde mas é amoroso, provoca comichão nos ortelhos e esta não é inocente e olha eu aqui a deitar-te a língua de fora mas é amoroso, é um chato com estes textos parvos e estranhos que nos deixam a pensar no que raio é que ele quis dizer com isto, que mensagens se escondem nas entrelinhas e falsas virgulas e mudanças súbitas de assunto e na conversa dos patos mas é amoroso, ora eu não quero ser amoroso por apenas ser fofinho e estar aqui à mão.

PS. Sobre o anexo H do IRS, façam como eu desenrasquem-se…
video
Art of Noise-Peter Gunn

29 comentários:

Treze disse...

Ia perguntar-me isso mesmo, que é do Anexo?

Já que nos esclareceste tanto - pelo menos a mim - sobre amor e patos (ou amor entre patos. Ou será ainda amor por patos?) pensei que fosses esclarecer sobre o IRS.

E já agora, o amor da Manela pelo Zézinho é correspondido?

Treze disse...

E neste caso, será mais uma Ode ao Disparate... :)

Princesa (des)Encantada disse...

LBJ;
Provavelmente um dos teus textos mais complexos. Amor pode ser isso tudo, afeição, ou desejo, ou substantivação de alguém (que é “um amor”), ou dedicação a algo ou alguém ou alguma causa, incluindo ao próprio, ou seja, amor-próprio, auto-estima. Alguém “amoroso” é alguém que pelas suas qualidades atrai a vontade de amar. No dicionário diz-se apenas que é “simpático, carinhoso”, porque a língua portuguesa por vezes não é tão certa como outras, e os dicionários nem sempre reflectem o verdadeiro sentido que damos às palavras que usamos. Prefiro a palavra Inglesa “lovable”, que é para mim o equivalente certo, e tem uma definição muito melhor. “Lovabale” é ser atraente, apelador, encantador, doce, captivante, adorável, ou seja, alguém que nos desperta a vontade de amar. Para mim, é isto que é realmente “amoroso” dada a redução de léxico à escolha em Português (se calhar devíamos ter adoptado a tradução como “amorável” mas diz o dicionário que não existe). Por isso não concordo que se esteja a “reduzir” ninguém quando se o/a classifica de “amoroso/a”, e também não concordo que significa ser “nada mais do que amoroso, sem qualidade adicional”, porque ser amoroso é já um conjunto invejável de qualidades que desperta uma afeição, ou seja, um tipo de amor. Se dissesses “querido”, aí sim, sinto que é isso de reduzir alguém, que é só assim uma coisa agradável qualquer, que não nos aquece nem arrefece – “ele é um querido” geralmente vem seguido de um “mas”... Portanto, acho mesmo que, sejam quais forem as mensagens das entrelinhas e dos ortelhos que me escapam, não escaparás a ser chamado de “amoroso”, sem que isso seja de forma alguma redutível. As palavras são o que se sente a dizê-las e a ouvi-las, mais do que o que o dicionário prescreve.
PS: Eu também gosto do Garfield, que não é nem fofinho (até é bem sacaninha) nem está aqui perto (que nem sequer real é). Vê lá tu que o acho... amoroso! :)
Um beijo

Fada disse...

Que texto tão...

A-M-O-R-O-S-O!!!

Ahahahah

Adorei os patos e os burriés e os lingueirões...

Fiquei com uma foooome!!!

Beijitos, companheiro de prisão! :D

PS - Faço um arroz de pato mesmo como tu dizes, em jeito de empadão (e não todo misturado), gordinho e suculento e bem temperado... Coradinho com ovo e umas rodelitas de chouriço... E é um sucesso! :p

Teresa Queiroz disse...

e tanto falamos sobre o amor.... e tanto escrevemos sobre ele :)
e ainda bem que não nos satisfaz nenhuma definição

porque continuamos a procurar e procurar

esse é o encanto!!

gostei de ler
um bj
e bom fim de semana

Ana GG disse...

Será aqui, por acaso, que se priviligia o disparate?

Eu até acho que os patos, além de espertos são também "amorosos", eheheheh! Em arroz também gosto, não posso é pensar que estou a comer os patos amorosos, prefiro pensar apenas que estou a comer qualquer coisa saborosa.

Ai, ai, meu modesto Jesus, afirmas que pouco sabes sobre o amor mas ultimamente não resistes a evocá-lo, aliás, acho mesmo que te estás a tornar um pinga-amor.

Falando agora de moluscos, gostos simples e nomes patuscos…
Mexilhões são "bões"! Manápulas grandes e dedos ágeis também dão muito jeito porque conseguem agarrar em muitas coisas ao mesmo tempo e fazer muitas habilidades.
Lingueirão, lingueirão, que me ocorra de momento só mesmo no arroz que se come e chora por mais na Ilha de Faro.

Dos amores que descreves só não me revejo no clubista, gosto de amar e de ser amada de todas as outras formas, gosto também de cores e de riscos.

Das personagens, eu cá gosto do Calvin e do Hobbes, do Mr. Men e da Litlle Miss, da Mafalda e do Snoopy. Identifico-me com o Garfield, na preguiça.

Não sou muito de achar as coisas amorosas (além do pato), prefiro adjectivos menos lamechas, com mais força…mas isto sou eu a achar, não tenho nada contra os amorosos e fofinhos.

"provoca comichão nos ortelhos e esta não é inocente…"mensagens nas entrelinhas…hummmmm…será que também provoca nas orelhas? Comichão? A mulher?
Bem, já estou a fugir do assunto...

IRSs e anexos, fiz como tu, não esperei pelas instruções, como boa portuguesa, desenrasquei-me.

A música!? Não sei se gosto, vou ouvi-la agora mesmo!
;P

PS. De facto tens razão no comentário que fazes à Pronúncia, aqui no teu tasco é só mulherio. Tu encantas as mulheres…está visto Menino Jesus.

Ana GG disse...

Aiiiiiiii...que me desculpe o Treze!

;)

Who Am I disse...

Não era mais fácil escrever assim(?):

O amor é uma utopia,se bem que uma relação colorida não me incomoda, porque é só a parte animal e como tal não tem de se gastar neurónios que vão fazer falta para coisas práticas como preencher o IRS. No fim se eu for um pato,quem sabe descubra o que é isso do amor. Não me peçam é para ser disponível, constante e amoroso.

(entrelinhas e virgulas sexo encapotado)

I.D.Pena disse...

Começaste tão bem o texto, é impressionante como tu tens ritmo...Mas:

depois falaste de pato e lembraste-me que tinha que comer...

2ª reacção:

Nomes patuscos , onde é que eu já vi isto :S não gosto nada de caracois, tremoços já gosto, mas prefiro arroz de polvo ou de mexilhão adoro fazer caldeirada de peixe fresco acabado de pescar, não sou apreciadora de comer prefiro a confecção encaro como uma necessidade normal vital como dormir ou respirar.

Quanto ao amor disseste tanta coisa que me perdi pelos meandros das definições que na verdade são indefiniveis.

Beijos , e bom fim de semana LBJ
:)

Treze disse...

Ana,

estás deculpada. Até porque está visto que me devia era ter remetido ao silêncio, pelas vossas respostas... :)

Ana GG disse...

Treze
Uffffff...que alívio!

;)

LBJ disse...

Treze,

Não ligues que a Ana é marafada, nunca mas nunca por aqui te remetas ao silêncio.

Ana GG disse...

Treze

Sabes bem que não foi isso que eu disse...o menino Jesus já está a deturpar tudo. Irra!
;)

Ana GG disse...

LBJ

Escreves estes posts marados e depois não te aguentas à bronca e ficas caladinho, sem nos dares respostas. Isso não se faz!
;P

LBJ disse...

Ana,

Eu vou dar, estou a pensar num tratado sobre estes comentários, mas hoje estive ocupado a brincar com lápis de cera noutro sitio ;) e tenho a cabeça a rebentar, aliás só lá para segunda feira é que devo postar, mas mais logo podes contar com a resposta :)

Ana GG disse...

Hello, hello, hello!

Estava a brincar ó menino. Brinca com os lápis de cera descansado.
;)

Treze disse...

Ana,

nem tu me disseste para me remeter ao silêncio nem o LBJ deturpou o que eu disse :)

Apenas referi que fui claramente no sentido oposto do texto... Tomando consciência através dos vossos comentários precisamente isso :s

LBJ disse...

Ora vamos lá por um pouco de ordem nisto que todos estes comentários deixaram-me confuso e a tentar perceber o que tinha escrito, porque este privilégio tinha muito que se lhe dissesse e pouco espaço para conjecturas esotéricas até porque o preenchimento de formulários de impostos não deve de forma alguma suscitar existencialismos nem retornos indevidos que estamos em crise.

Ora sobre o significado da vida parece-me que deixei clara a analogia do pato, a criação sendo ou não o parque infantil de um Deus travesso, teve o objectivo de dar vida aos patos que não querem passar frio e que migram na procura de conforto, de calor e qualidade de vida e cuja carne em desfeito faz um bom arroz e é verdade que me esqueci do essencial das rodelinhas de chouriço que dão um gostinho exótico e salgado, porque a vida sem sal não é vida e devemos sempre olhar o exemplo de pato que não se conforma e procura paragens mais aprazíveis e voa em bandos.

Quando falamos no amor, não nos podemos abstrair dos patos que ao contrário dos pombos que nem para canja servem mas gostam de me cagar em cima do carro que é grande e preto e onde a trampa em pintas fica tão mal, não acasalam para a vida, sabem que depois dos dias prazenteiros vêem as agruras dos invernos e das penas húmidas e falei de todos os tipos de amor, mas na realidade aquele que nos faz mexer é o amor que nos relaciona em parelhas ou figuras geométricas mais atrevidas e de potencial e falei dos moluscos, pois os moluscos tem propriedades afrodisíacas comprovadas e escolhi os melhores, mexilhões mais estéticos e carnudos que as ostras, burriés de gosto amar fálicos enroscados na sua concha e lingueirão nas suas transferências visuais para a língua idealizada da natureza e a língua é o elemento sexual que o homem e a mulher partilham em comum, onde se podem encontrar de igual para igual.

Depois quis deixar patente a armadilha de nos podermos tornar amorosos e acabar a falar mais sobre patos do que a comer moluscos e beber cerveja e nunca vos disse e essa é talvez a maior revelação sobre mim que faço neste blog, é que adoro beber cerveja que não me faz barriga mas que como o outro diz a cerveja não se consome, aluga-se, acabo por a mijar sem que no entanto não deixe de me provocar tesão.

Sobre o preenchimento do anexo H, faço domicílios.

LBJ disse...

Treze,

O amor da Manela pelo Zézinho é correspondido mas aquilo será um casamento condenado ao divórcio condenado ao fracasso e depois caímos outra vez nos moluscos porque já diz o povo, no final quem paga é…

LBJ disse...

Princesa,

Mudaste de penteado, fica-te lindamente, ainda estás mais bonita, um dia destes não consegues dormir de tanto coaxar de sapo a bater-te à porta :)

Eu não distingo amoroso de querido e embora desperte afeição, nem sempre nos basta eu prefiro que se diga é apaixonante, liberta mais fogo e é o fogo que cozinha as relações.

O Garfield é preguiçoso e gosta de lasanha, é sacana e mordaz e chateia, quase que me podia estar a descrever, se não tivesse tão magro :)

LBJ disse...

Fada,

Querida cúmplice e arroz de pato com mexilhões?

Tinha-me esquecido do pormenor essencial das rodelinhas de chouriço, obrigado pela rectificação :)

Um Beijo

LBJ disse...

Teresa,

Pois o amor não tem mesmo fácil definição por muito que tentemos com os patos, como percebeste este texto não fala realmente desse amor que mencionas, desse a melhor definição que me ocorre é exactamente a palavra que usaste: encanto.

Um Beijo

LBJ disse...

Ana,

Pinga amor, eu? Se o amor se pudesse espremer em pingo eu depressa lhe juntava álcool para fazer um cocktail :)

Eu o lingueirão gosto mesmo é ao natural com uma gota de limão na ponta da língua, mas não desdenho um bom arroz ou massada de lingueirão.

Ora por esta hora já te entendeste com os ortelhos e azorelhas quentes ;P

Eu sinto-me bem na companhia das Mulheres, desperta o meu lado feminino e como não sou preconceituoso não tenho nenhum medo de possíveis efeitos secundários.

Beijo

LBJ disse...

WAI,

Pois podia ser lido assim sim senhora e se calhar o sentido da vida era mais fácil de explicar :)

Um Beijo

LBJ disse...

I.D. Pena,

Eu não considero comer uma necessidade, mas um prazer e uma boa caldeirada deixa-me o espírito elevado, penso que um dia mudarás de opinião. Talvez por amor :)

Um Beijo

forteifeio disse...

LBJ

Como não podia deixar de ser o texto é surpreendente. E este surrealismo que lhe entornas para cima, pôem-me o pescoço e os neurónios a dar mais voltas que o pescoço de um pombo. E se é verdade que o amor pode começar numa boa gastronomia humana também pode acabar numa autêntica salada vegetariana. Porque o problema do mexilão é que é um afrodisiaco e isso até pode conseguir fazer com que os ditos caracóis do mar venham a ter cornos, a esses e ao lingueirão, que é uma espécie de politico que só gosta de nós nos anos das eleições e vêm cá fora para nos beijar quando no resto do tempo não passa de um reles canivete.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Está muito interessante o texto, e termina de forma sublime :)

Levantas algumas questoes interessantes.

Art of Noise... Há quanto tempo...

Abraço

Afrodite disse...

Ando lixada com o IRS, se quiseres ajudar envia MANUAL :)! Irra anexos mais anexos mais...irra...tão complicado como compreender a vida ou o amor! Dassse! :)

Aceitam-se sugestões ;)!

Abreijinhossss

Pronúncia disse...

ALELUIA!

Consegui abrir a tua caixa de comentários... a minha net tem estado muito lenta e não consegue abrir alguns blogues, o teu inclusivé!

Gosto de patos!

Amor?! Não é para falar... é para sentir.

O anexo H, fiz como tu... desenrrasquei-me ;)